“Eu sei que fui infiel. Eu sei que agi de forma errada. Mas eu nunca agredi ninguém”, disse Weinstein no tribunal. Segundo ele, a permanência no complexo prisional de Rikers Island representa uma “marcha para a morte”.
As declarações ocorreram após Farber negar um pedido da defesa para anular a condenação por ato sexual criminoso em primeiro grau envolvendo Miriam Haley, ex-assistente do programa Project Runway. O advogado de Weinstein, Arthur Aidala, havia apresentado à Justiça declarações pós-julgamento de um jurado que alegou ter sido coagido por outros integrantes do júri a votar pela condenação.
Weinstein, de 73 anos, foi levado ao tribunal em uma cadeira de rodas, como vem ocorrendo há cerca de um ano. No depoimento, reclamou do “isolamento” no sistema prisional e afirmou que seu “estado mental está em colapso”. O ex-magnata do cinema está detido em Rikers Island desde abril de 2024, depois que sua condenação anterior em Nova York, de 2020, foi anulada por uma instância superior.
Em junho, um júri formado por 12 pessoas considerou Weinstein culpado de uma acusação de ato sexual criminoso contra Haley. Ele foi absolvido em outra acusação, apresentada pela ex-modelo Kaja Sokola. Já a terceira denúncia, de estupro contra a aspirante a atriz Jessica Mann, terminou em anulação do julgamento, após o presidente do júri se recusar a continuar as deliberações alegando ter sofrido ameaças de outros jurados.
Além do processo em Nova York, Weinstein ainda enfrenta uma condenação na Califórnia, onde recebeu pena de 16 anos de prisão por crimes sexuais. Ele ainda não começou a cumprir essa sentença.


